Relações Internacionais e Gestão Municipal | Orbe Consultoria Internacional

Atualizado: Abr 26



Paradiplomacia

Partir do âmbito dos municípios, e não apenas se limitar às decisões do governo federal, é um grande passo para buscar alternativas mais acessíveis, eficientes e rápidas às exigências feitas aos governantes locais, que munidos das ferramentas adequadas, conseguirão desenvolver melhor seu potencial econômico e político.

A Paradiplomacia, descrita resumidamente como sendo as relações exteriores de entidades subnacionais responsáveis por low politics (temas com menor relevância na agenda internacional de um Estado, como por exemplo, meio ambiente, direitos humanos e mobilidade urbana), busca agir exatamente nesse sentido.

Este movimento tem como objetivo final desenvolver e aprimorar os recursos disponíveis aos governos locais, que por sua vez buscam adotar políticas que beneficiem o bem-estar dos cidadãos. Essa prática coloca frente a frente atores subnacionais, que com dificuldades ou sucessos semelhantes, trocam experiências e firmam parcerias de forma mais facilitada e sem grandes intermédios.


Os erros acerca da Paradiplomacia

Apesar da complexidade e importância que a paradiplomacia vem ganhando, as relações externas de um município são em alguns momentos consideradas como experimentais, recentes ou inexperientes. Isso geralmente ocorre quando se faz uma comparação desmedida com a força que a governança de um Estado-nação possui ou quando a paradiplomacia é erroneamente encarada como uma diplomacia de um nível hierárquico mais baixo. É natural que os municípios e os Estados-nação possuam agendas diferentes que não competem entre si, mas que somam esforços em áreas e objetivos diversificados.

Assim, a paradiplomacia basicamente difere da diplomacia por ser mais pragmática, flexível quanto aos acordos entre nações, e direcionada, deixando de lado o caráter institucional e cerimonial da diplomacia. Esse conjunto de características facilita a orientar as demandas específicas dos municípios, que geralmente não possuem grande destaque ou estão ausentes da agenda política externa nacional.

A consolidação e o futuro do movimento

Negar a importância da atuação internacional por entidades subnacionais seria negligenciar a complexidade da governança global e da competitividade em diferentes níveis. A política externa a nível local continuará enfrentando desafios, mas mesmo assim, os municípios não devem abrir mão das estratégias internacionais incentivadas pela paradiplomacia.


A influência crescente que o movimento possui em questão de governança, decisões políticas, sociais e econômicas é resultado do crescimento econômico e da urbanização acelerada que afeta diretamente as cidades. Não só metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro possuem força dentro da paradiplomacia, sendo possível que qualquer município interessado em intensificar sua inserção internacional de forma mais autônoma do Estado ingresse nesse movimento.

Logo, ter o ímpeto de atuar internacionalmente significa abraçar oportunidades que somente um mundo globalizado pode nos proporcionar, criando benefícios aos municípios que têm uma área de relações internacionais. Possuir um departamento desses, sendo uma assessoria, coordenadoria, subsecretaria ou uma secretaria, contribui para promover a presença dos municípios no mundo através de planos de ação que apontam as prioridades e preferências de tais políticas governamentais.

CLIQUE AQUI PARA MAIS INFORMAÇÕES

Agende um diagnóstico gratuito!

arrow&v
arrow&v

© 2020 | Empresa Júnior de Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais de Franca, São Paulo.