A inserção da tapioca brasileira no mercado internacional

Atualizado: Mai 8


Pouco calórica, rica em ferro e potássio, sem glúten e com base alimentar altamente digestiva, a tapioca vem ganhando espaço na alimentação do brasileiro, e também do consumidor de diversos outros países, na busca por uma rotina alimentar mais saudável. Além de atender àqueles que buscam reduzir o consumo do pão em sua alimentação, a tapioca também é procurada nos mercados por aqueles que tem um desejo bastante especial: matar a saudade de casa, com um alimento que tem “gostinho de infância” e remete à família e à tradição brasileira.



Por que exportar tapioca é uma oportunidade para a sua empresa?

A tapioca é um dos produtos que compõe o chamado “mercado da saudade”, nicho que surgiu com o intuito de suprir a falta que certos produtos típicos nacionais fazem a quem se muda para um outro país. Assim, o poder de despertar a memória afetiva do consumidor, unida aos seus benefícios para a saúde, fizeram da tapioca um produto com grande potencial de exportação, que pode ser observado no número crescente de empresas brasileiras que começaram a exportar o produto, além do número crescente de países que começaram a importar o mesmo.


A Casa Maní e seu destaque no mercado internacional de tapioca

Um dos maiores exemplos de sucesso de exportação de tapioca é a Casa Maní, pequena empresa do interior de São Paulo, que começou a exportar em 2015, com apenas um ano de existência. Graças à participação da empresa na feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas), os empreendedores da Casa Maní entraram em contato com diversos importadores, sendo o Japão o primeiro país com o qual eles fecharam o negócio. Posteriormente, as exportações se expandiram para os Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Espanha, Austrália e Nova Zelândia, além de atualmente negociarem com a Coreia do Sul e estudarem a possibilidade de se inserir no mercado árabe. Um dos diferenciais da marca que despertou o interesse do mercado internacional é a embalagem a vácuo, que dá ao alimento uma durabilidade de um ano sem a necessidade de conservantes, estendendo seu prazo de validade e possibilitando sua exportação em grande quantidade.


O Brasil e os principais países exportadores e importadores

Apesar dos esforços da Casa Maní para levar a tapioca brasileira para todos os cantos do mundo, o principal mercado importador do ramo são os Estados Unidos, tanto em relação às exportações brasileiras, como em relação à exportação mundial da categoria alimentar na qual a tapioca se encontra, que inclui farinhas, sêmolas e pós, de sagu ou das raízes tubérculos, sendo os norte americanos responsáveis por 44% do montante importado do mundo todo., segundo dados do Trade Map (2018). Considerando essa segmentação de mercado utilizada para contabilizar os dados gerais de comércio internacional, na qual a tapioca está incluída juntamente com outros produtos do ramo, pode-se afirmar que no período de 2013 a 2016 o Brasil é apontado como o sexto maior mercado exportador, com uma média de 4%, ficando atrás da Tailândia, Peru, Vietnã, China e Estados Unidos, sendo o Estado tailandês o primeiro colocado. No entanto, entre os anos de 2016 e 2017, as exportações brasileiras tiveram um crescimento de 105,99%, de acordo com dados do Alice Web (2018).


Além dos Estados Unidos, os principais mercados importadores da segmentação incluem países asiáticos, como China, República da Coreia e Malásia, além de Canadá, Reino Unido e Irlanda. No entanto, especificamente da tapioca brasileira, Portugal mostra uma tendência crescente no volume de importações, sendo o segundo principal destino da exportação brasileira, além de ter o Brasil como seu principal exportador do ramo. Ademais, os portugueses representam um mercado muito positivo do ponto de vista da chamada distancia psíquica, ou seja, suas semelhanças culturais com o Brasil representam um potencial a ser explorado.


Deste modo, apesar de os dados indicados se referirem a uma categoria mais abrangente que o segmento goma de tapioca, é possível observar que a participação brasileira na cadeia global da goma de tapioca é considerada pequena, mas tem apresentado um crescimento significativo nos últimos anos, sinalizando um potencial mercado exportador a ser explorado, que inclusive já conta com significativos cases de sucesso, como no caso da internacionalização da Casa Maní.


Fontes: ABRACOMEX | PROPAN | Diário do Comércio | Trade Map (2018) | Alice Web (2018) | Internacionalização da Goma de Tapioca Brasileira, XXI Seminários em Administração, 2016.




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