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Por que a África é grande alvo de exportações?

Atualizado: 17 de ago. de 2020

A África é um continente que abriga 54 países e cerca de 1,4 bilhão de pessoas. Entre os anos 2000 e 2012, a economia africana cresceu anualmente a uma taxa superior à média mundial — 5,04% contra 3,64% — e, atualmente, é considerada a nova fronteira de expansão do capitalismo. Conforme o FMI, na próxima década, dos 10 países com maior crescimento econômico, sete serão africanos. A região possui um mercado concorrido e está atraindo olhares de todos os cantos do mundo para investimentos internos e também para aproveitar o seu enorme mercado consumidor via exportações.


Historicamente a África é dependente de recursos materiais vindos do exterior, dada sua carência alimentar, falta de infraestrutura e indústria incipiente. Essa realidade se transforma em grandes oportunidades comerciais para outros países, como o Brasil, que exporta produtos agropecuários e minerais — açúcar, carnes bovina e de aves, milho e minério de ferro — e produtos de maior valor agregado — tratores, veículos para transporte de mercadorias, óleo de soja, aviões e partes e acessórios de veículos. Como o relacionamento diplomático brasileiro cresce ao passo que as relações comerciais entre os dois lados aumentam, cada vez mais as oportunidades de negócio se tornam mais claras no continente africano.

O Brasil atualmente é o maior exportador de alimento para a África, sendo seu celeiro do outro lado do Atlântico. Entre 2004 e 2014 as exportações brasileiras para países africanos cresceram 131%. A dimensão da importância e oportunidades que o Brasil pode ter exportando para a África são imensas, assim como no quanto eles têm a ganhar enriquecendo seus mercados com diversos produtos e serviços: O Egito importa do Brasil 80% da proteína animal que consome enquanto Gana importa ovos.


O recado da China sobre o continente africano

Os investimentos e atenção chinesas ao mercado consumidor e riquezas africanas já não é mais novidade, a China não é autossuficiente em termos de matéria-prima e busca conseguir uma solução diante desse desafio, ou seja, buscando parcerias estratégicas, e investindo em infraestrutura no continente como nunca outro país fez, mas não em vão, pois esperam retorno. O Brasil pode aprender muito com esse fenômeno, olhar com avidez para esse mercado e abraçar as grandes oportunidades do continente africano, que a China já sinalizou ao mundo.


Dentre os produtos que compõem a maioria das exportações chinesas para a África estão máquinas e eletrônicos, roupas e móveis também tem grande destaque. Além dessas categorias, artigos médicos, brinquedos, químicos e produtos de couro, e até barcos são produzidos na China e vendidos para países africanos.


Exportar pode ajudar a sair de uma crise

Veja o caso de Portugal, que exportando para a África conseguiu superar sua crise econômica interna. Angola, Moçambique e Cabo Verde foram três colônias que dependiam de Portugal para obterem qualquer tipo de matéria-prima, mas passados mais de quarenta anos, conseguiram dar a volta por cima e explorar os recursos naturais que possuem, como as minas de petróleo ou de prata, dois bens preciosos e vendidos a preços bastante elevados.


Os três países referidos anteriormente importam frequentemente produtos portugueses, sendo Angola o país africano que mais compra de Portugal. Este aumento na exportação para África ajudou muitas empresas nacionais a superarem a crise e a encontrar nos mercados estrangeiros os apoios que Portugal lhe negou. Em termos globais, a balança comercial entre os dois continentes é mais favorável a Portugal, que conseguiu exportar mais do que importar e partiu à