Marketing urbano e o cenário de pandemia do COVID-19

Atualizado: Mai 3


A pandemia do COVID-19 e a superlotação do sistema de saúde

Diante da pandemia do novo coronavírus, além do debate acerca da situação econômica, muito se fala sobre a superlotação dos hospitais. A preocupação com o número de internações decorre do fato do Brasil não apresentar uma quantidade satisfatória de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Segundo dados registrados em janeiro de 2020 pelo Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, apenas 545 dos 5570 municípios do país possuem leitos de UTI.


Em janeiro, o Brasil contava com 50 mil leitos de UTI, distribuídos de forma desigual pelo país em virtude das disparidades regionais, sendo 22 mil deles disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) feita antes da atual pandemia é de que os países tenham de um a três leitos disponíveis em unidades de terapia intensiva (UTI) para cada 10 mil habitantes, o que revela um cenário preocupante tendo em vista que a chegada da pandemia altera profundamente as necessidades do país.


Com isso, a Orbe Consultoria Internacional traz um questionamento para o futuro próximo.


Como o cenário da saúde durante a pandemia pode afetar as preocupações governamentais quando a crise estiver findada?


Tem-se em mente que a crise gerada pela COVID-19 refletirá em novas prioridades dos governos municipais, tendo em vista a chegada das eleições municipais e posteriormente, federais. Por isso, a Orbe destaca o ‘’Movimento Cidades Saudáveis’’, proposto pela Organização Mundial de Saúde, no final da década de 80, tendo como objetivo motivar governos e sociedade civil a desenvolver estratégias e estabelecer políticas públicas urbanas voltadas à melhoria da qualidade de vida.


Apesar de proposto há mais de 3 décadas, hoje o projeto Cidades Saudáveis continua sendo um movimento global, tendo por base o conceito de Saúde para Todos no Século XXI da OMS. A agenda Cidades Saudáveis representa uma nova forma de gestão municipal, baseada na ação interinstitucional e intersetorial, pois promove a implementação de projetos estratégicos em diferentes ambientes, como escola, indústria e espaços de lazer.


O Marketing Urbano

O marketing urbano abrange ações de marketing de uma cidade, voltadas para a construção de uma imagem/identidade que transformem a cidade em “mercadoria”, orientada pelo capital. Dessa maneira, deve-se buscar uma identidade comercializável e rentável como forma de atrair investimentos produtivos privados, bem como realização de congressos, festivais ou determinados eventos esportivos, por exemplo. Ao visualizar um panorama pós-pandemia de COVID-19, a Orbe considera válida a estratégia dos governos municipais estabelecerem o marketing urbano para a área da saúde e fazer desse nicho uma “vitrine” que beneficie a receita municipal em questão, tendo em vista que poucas cidades brasileiras se destacam por uma gestão inteligente no setor de saúde.


Fontes: Scielo SP | EXAME | UOL | EXAME




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