O Cenário de Tapioca Brasil-Estados Unidos

Atualizado: Jul 15

O cenário internacional da tapioca, é um caso curioso, no qual, embora tal produto alimentício seja tradicionalmente brasileiro, seu maior consumo acontece fora do país e o seu principal exportador é o Taiwan. Porém, observa-se um enorme crescimento das exportações brasileiras de tapioca nos últimos anos, em especial para um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, os Estados Unidos.


Toda essa movimentação econômica, a alta do dólar e fatores políticos, criam uma grande janela de oportunidades para aqueles que procuram se inserir no cenário da maior economia mundial. Vem comigo pra entender de maneira simples essa oportunidade de ouro, ou melhor, tapioca!

O Cenário Brasileiro de Tapioca

O simples fato de ser um produtor brasileiro de tapioca já favorece enormemente o empreendedor do ramo que deseja exportar de diversas maneiras. Primeiramente, a tapioca foi inventada aqui na terra tupiniquim. Conhecemos a mandioca e sua transformação em tapioca, temos portanto, o chamado “know-how” da produção de tapioca, isso por si só já é um inteligente recurso que produtores brasileiros podem usar para promover sua marca mundo afora incluindo os Estados Unidos.


Outro fator que intensifica e favorece as exportações brasileiras de modo geral são os incentivos fiscais brasileiros à exportação de modo geral. Estes podem se manifestar por meio de isenções de impostos, regimes aduaneiros especiais, ou mesmo por meio de acordos bilaterais/multilaterais, como o recentemente assinado acordo Mercosul-União Europeia. Para saber mais sobre esse tópico específico acesse nosso artigo sobre o tema: Os incentivos fiscais brasileiros à exportação.


O cenário estadunidense da tapioca

Os Estados Unidos, como dito anteriormente em outros artigos, é o maior importador do mundo de tapioca, sendo responsável por 19,2% do montante de importações de tapioca. No entanto, o cenário estadunidense no que concerne à tapioca tem tímida presença brasileira, responsável por apenas 5,55% das importações americanas. Sendo que a maior parte das importações americanas de tapioca provém de Taiwan, de acordo com dados do Observatório de Complexidade Econômica.


Levando em consideração os incentivos brasileiros à exportação citados anteriormente, junto da proximidade geográfica com os Estados Unidos, a tapioca brasileira possui grande potencial de inserção no mercado estadunidense. Além disso, a alta do dólar configura mais uma questão que favorece ainda mais a importação americana de tapioca brasileira.


Outro fator que podemos levar em consideração é a recente proximidade política do governo americano em relação ao Brasil, fato que pode gerar futuros ganhos econômicos para ambas as nações, estreitando ainda mais os laços comerciais com nosso segundo maior parceiro comercial. Além do mais, mais de 6% das importações estadunidenses são de responsabilidade da China, fatia de mercado que pode ser absorvida por produtores brasileiros por conta do contexto de guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.


Outros Players

Para entender ainda mais a fundo o cenário estadunidense de tapioca é preciso também entender os outros participantes desse mercado. O maior responsável pelas importações estadunidenses é Taiwan com quase 64% das importações americanas. Incrivelmente, a pequena ilha foi responsável por essa grande evolução do cenário internacional da tapioca por meio da extraordinária febre dos “bubble tea” que possuem sua versão com bolinhas de tapioca, muitas vezes chamado de “tapioca tea”. Sendo os Estados Unidos a maior economia globalizada do mundo, este não podia ficar de fora da febre dos “bubble tea”, por isso o grande domínio das exportações taiwanesas.


O segundo maior exportador de tapioca para os Estados Unidos é outro país do sudeste asiático, a Tailândia, com 11% de fatia do cenário. O clima tailandês em determinadas épocas do ano favorece a produção de mandioca e, consequentemente, favorece também a produção e comercialização de tapioca, o que faz do país um importante fornecedor de tapioca para a própria Ásia e também para os Estados Unidos. Outros países, abaixo de China e Brasil, já mencionados, responsáveis por fatias bem menores do mercado estadunidense, como Vietnã (3,5%) e Índia (2,5%).


Por que exportar agora?

Sabemos que os tempos serão difíceis daqui pra frente. O mundo enfrentará a recessão e o Brasil não escapará disso, desse modo, exportar pode ser uma boa opção para os produtores brasileiros. Caso queira entender melhor essa situação, acesse nosso artigo sobre o tema: A Crise e a Exportação.


Além disso, caso ainda esteja em dúvida sobre a capacidade de sua empresa para exportar, a Orbe pode te ajudar por meio de um diagnóstico gratuito. Agende a sua e aproveite para ler sobre o assunto: Estou pronto para exportar?



Obrigado pela leitura, caso queira ficar mais um pouco, baixe o nosso e-book gratuito sobre os primeiros passos para exportar!


Fontes: Repositório UnP | The Observatory of Economic Complexity (OEC) | Trade Map



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