O processo de exportação da madeira brasileira

Muitos empreendedores do segmento madeireiro querem saber mais sobre o processo de exportação de madeira, especialmente diante da instabilidade econômica brasileira. Isso torna a exportação uma alternativa atrativa para esse cenário , uma vez que o mercado interno está pouco aquecido.


As próprias oscilações no comércio de madeira faz o setor investir cada vez mais na exportação como possibilidade de alcançar novos clientes. Mas você sabe como começar a exportar madeira para fora do Brasil? Para isso, conhecer todas as etapas e garantir que o produto vai chegar ao seu destino com qualidade e segurança é fundamental! A Orbe explica pra você quais vantagens, desvantagens e documentação exigida no processo de exportação de madeira. Confira neste artigo!


A exportação da madeira: como ocorre?

As madeiras mais comumente exportadas do Brasil para outros países são o eucalipto e o pinus, vendidas em toras ou a madeira já serrada em metro cúbico. Atualmente, a compra de madeiras brasileiras por produtores europeus e chineses vem aumentando para abastecer linhas de produção de celulose instaladas em seus países de origem.


Outros tipos de madeira, como ipê e itauba, também são muito procuradas pela indústria da construção em grande parte da Europa e nos Estados Unidos. A venda e envio da mercadoria para o exterior, a madeira serrada ou em toras, é feita a partir de uma nota de venda e autorizada pela Receita Federal do Brasil.


A exportação de madeira pode ser feita de forma direta, ou seja, você negocia com clientes no exterior e realiza a operação, ou através de uma exportadora ou trading. Quando feita com uma exportadora, é ela quem tem o contato do comprador por possuir uma carteira própria de clientes. A exportadora faz a negociação dos valores e ganha uma comissão pela venda, além de cuidar das questões relacionadas ao embarque e transporte.


Já na exportação por meio de trading, compra-se a mercadoria da indústria e revende para o cliente fora do país. O trader toma parte de despacho (exportação) e uma margem de lucro sobre o produto. O transporte, por sua vez, pode ser realizado via container ou diretamente nos porões de navios cargueiros.

Alguns benefícios e restrições do processo

Uma das vantagens do processo de exportação da madeira é a redução de impostos e valor da negociação em dólar, pois dependendo do valor do Real passa a ter um valor agregado maior ou não. Nesse caso, a alta do dólar atualmente favorece esse processo.


Também é importante destacar a alta demanda do mercado, tanto de fornecedor de madeira quanto de comprador final, em especial a China. No entanto, todo processo de atingir o mercado internacional também tem seu lado negativo. Algumas das desvantagens que podem ser citadas é o tempo de entrega do produto, normalmente longo, pois o transporte é por via marítima.


Além disso, um cuidado importante é no pagamento, por conta da exposição gerada pelo tempo de entrega. Caso venha a ocorrer um desacordo comercial no seu negócio, você vira refém de uma mercadoria embarcada. Se você não receber o primeiro pagamento, você consegue bloquear o recebimento mas terá uma grande perda com o frete, além de enfrentar a burocracia gerada pelo fato do produto estar do outro lado do mundo. Isso nos leva a outra desvantagem: o mercado é totalmente diferente, pois não existe um contato direto, pessoal e a classificação do material é muito mais exigente.


Saiba quais documentos são necessários para exportação de madeira

Esta é sem dúvidas a parte mais burocrática do processo, mas a mais importante. Por isso, o cuidado minucioso nessa etapa é indispensável. A documentação depende para onde vai a mercadoria, pois cada país estipula suas próprias políticas para o recebimento de madeira do exterior. Em geral, são solicitados os seguintes documentos:


Registro no Siscomex: registro da empresa exportadora junto ao Siscomex – Sistema Integrado de Comércio Exterior, utilizado para a emissão do registro de exportação. A Orbe já falou sobre isso em outro artigo, confira!

Fatura comercial (Commercial Invoice): substitui a nota fiscal no âmbito internacional e traz as condições de negociação entre o exportador e o importador. Sem uma fatura comercial a madeira não poderá embarcar, desembarcar ou transitar entre países.

Packing List: documento de embarque que discrimina todas as mercadorias embarcadas, detalhando como a mercadoria se apresenta;

Certificado de Fumigação: documento que comprova a realização do processo de controle de pragas utilizando pesticida ou produto químico por via seca;

Certificado de Origem: documento que identifica a origem de determinado bem. Explica como a madeira é plantada, conduzida e se está dentro dos padrões desses certificados.

Certificação FSC: Forest Stewardship Council é uma certificação reconhecida internacionalmente. Seu selo indica para o comprador que aquela madeira foi produzida através de processos rigorosos de manejo florestal. Por se tratar de uma questão ambiental, muitos países e compradores internacionais só aceitam madeiras com tal certificação.

Liberações da FATMA e IBAMA: Para obter a autorização de exportação, o interessado deverá apresentar a documentação necessária à inspeção e liberação da mercadoria na unidade do Ibama;


Após a regularização de toda documentação a madeira finalmente poderá ser remetida ao seu país de destino. Ficou interessado em exportar madeira mas está confuso com tantos documentos? Não se preocupe, pois a Orbe pode te ajudar fazendo uma Análise Burocrática para você! Agende já o seu diagnóstico gratuito conosco e transforme a sua distância em oportunidade. Também não deixe de conferir os nossos materiais gratuitos sobre o processo de exportação.


Fontes: Mill Indústrias | Movix | Lucro Florestal | FazComex




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