Países que alcançaram a recuperação econômica através da Exportação

No nosso último texto, nós te contamos que a exportação muitas vezes se apresenta como uma solução para os problemas do mercado interno, explicamos também a relação entre pandemia e mercado, além de dar uma base para o entendimento do que é a exportação.


Porém, achamos que é muito importante para você, futuro exportador, conhecer alguns exemplos reais em que a exportação salvou alguns países e até mesmo blocos econômicos inteiros de uma crise que parecia inevitável. Acompanhe com a gente alguma dessas histórias inspiradoras para seu negócio!


Os Tigres Asiáticos:

O bloco econômico formado por: Taiwan, Coreia do sul, Hong Kong e Cingapura é um bloco que teve como direcionamento a chamada IOE (Industrialização Orientada para Exportação) e que hoje em dia faz parte de uma boa porção da economia mundial e do processo de exportação no mercado internacional.


No entanto, antes da década de 60, esses países eram considerados de terceiro mundo, todos eles ainda estavam abalados pelo pós-guerra, tinham uma economia agrária e uma população em sua maioria rural, o que criava uma baixa expectativa de melhora na qualidade de vida e na importância dos países.


Porém, na década de 70, devido ao ápice da Guerra Fria e a grandes investimentos japoneses, Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Cingapura adotaram a um modelo extremamente industrial e capitalista, incentivando fiscalmente os investimentos feitos por empresas nos países e tendo como principal medida a industrialização orientada para exportação (IOE).


A IOE teve um papel fundamental no processo de expansão das empresas sul-coreanas, pois as empresas dispunham de uma mão-de-obra muito barata, e um preço de venda elevado, o que seria impossível no mercado interno por conta da inacessibilidade dos produtos para a população asiática.


Não demorou muito para que Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Cingapura começassem a ser reconhecidos pelo mercado estrangeiro, o crescimento foi tão rápido e feroz que foi responsável pelo apelido “Os Tigres Asiáticos”.


China:

A aproximação dos Estados Unidos com a China nos anos de 1970 e a aceitação por parte da ONU (Organização das Nações Unidas) viabilizaram o fim do embargo comercial imposto à China.


Com o fim do embargo, a China deu início a uma abertura econômica, incentivando investimentos estrangeiros por meio de incentivos fiscais. Devido a esses incentivos fiscais e à mão-de-obra extremamente barata, a China se tornou a estratégia das principais transnacionais, tornando-se a “fábrica do mundo”.


Porém, apenas nos anos 2000 os resultados começaram a vir para o mercado chinês, e ao invés de apenas servir como a fábrica do mundo, a China começava a ser a detentora das transnacionais. As exportações que em 1970 eram de 5% do PIB, em 2000 já batiam nos 30%, e sua participação mundial foi de 1% para 9% em 2007, fazendo com que o seu crescimento constante a tornasse, em meados de 2009, a segunda maior economia mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.


Todo esse crescimento se deve principalmente à grande participação das empresas chinesas no mercado externo e à hegemonia conquistada por elas no Oriente. Em cada setor da economia, seja automobilístico, seja da tecnologia, a China tem pelo menos um ou dois exportadores que trazem toda essa força a sua economia.


Como já dito, a China é um dos protagonistas no mercado mundial, se você quiser saber mais como funciona a relação entre Brasil e China é só clicar aqui!


Japão:

Não é novidade que o pós-guerra japonês não foi nada fácil, o baque de Hiroshima e Nagasaki havia não só quebrado a economia japonesa mas também a perspectiva da população japonesa de uma melhora. Para que fosse possível melhorar o quesito econômico japonês, o governo, em conjunto aos empresários japoneses, decidiram traçar como objetivo o mercado externo.


A primeira medida japonesa foi a desvalorização do Iene, o que fazia com que produtos nacionais fossem mais baratos no mercado estrangeiro, e produtos estrangeiros fossem mais caros no mercado interno, incentivando as empresas nacionais nos dois âmbitos. Tais incentivos tiveram resultado rápido, o modelo de produção do Toyotismo se provou mais eficiente que o Fordismo, deixando as empresas japonesas na frente das outras no quesito de aproveitamento.


Hoje em dia o Japão apresenta a terceira maior economia do mundo por PIB nominal e possui empresas transnacionais em diversos setores, tais como: Toyota, Nintendo, Honda, Sony, Nissan, etc.


Estados Unidos:

O momento de maior prosperidade econômica estadunidense foi ao mesmo tempo uma das maiores crises globais. Embora essa afirmação pareça ser impossível, é verdade, e isso se deve principalmente ao visionismo dos americanos e ao plano de exportação idealizado por eles.


No início do século XX ocorreu a I Guerra Mundial, que deixaria todos os países participantes e quase todo o território europeu destruído. Tanto a economia de ambos os ganhadores da guerra quanto dos perdedores foram fortemente abaladas. No entanto, os Estados Unidos enxergaram nessa situação uma oportunidade de prosperar: como os meios de produção europeu estavam destruídos, grande parte da mão-de-obra havia morrido na guerra e não havia capital para que os países ajudassem suas nacionais, foi iniciado um processo de produção em massa por parte das indústrias americanas, aumentando a quantidade de máquinas e de trabalhadores, e assim toda a Europa ficou a mercê dos americanos, que se tornaram os fornecedores do mundo todo.


Através de uma crise mundial e da exportação, as empresas americanas conseguiram se consolidar no mercado e tornar os EUA a maior economia mundial, status que mantém até hoje.


Como você pode ver, não é de hoje que a exportação aparece como oportunidade em momentos de crise. Seja como uma forma de “fuga” do mercado interno, ou uma estratégia de expansão e dominação do mercado externo, a exportação é uma peça-chave, principalmente no cenário atual em que a economia mundial foi afetada, o que faz com que empresas que já eram consolidadas em seus respectivos mercados percam força, dando espaço para concorrentes... Sim! Eu estou falando de você!


Você tem o desejo de exportar, mas não sabe para onde? Agende um diagnóstico e garantimos que acharemos o melhor mercado para seu produto por meio do nosso serviço de Identificação de Mercados.


Quer aprender um pouco mais sobre exportação? a Orbe Consultoria Internacional vem se renovando constantemente, conheça nossos materiais gratuitos para tirar todas as suas dúvidas.


Fontes: Brasil Escola | Estudo Prático | Info Escola | Portal São Francisco | R7 | Toda Matéria






Agende um diagnóstico gratuito!

arrow&v
arrow&v
arrow&v
arrow&v

© 2020 | Empresa Júnior de Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais de Franca, São Paulo.