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Saiba porque a inflação está crescendo tanto ultimamente.

Nos últimos meses, temos nos deparado com inúmeras notícias sobre o aumento da inflação, ou sobre a alta dos preços de bens de consumo duráveis e não duráveis. Além disso, como mencionamos em um de nossos artigos (clique aqui para saber mais), os preços da gasolina têm subido cada vez mais. Mas você sabe o que é a inflação, e o que causa esse aumento repentino nela e qual o resultado que ela traz para o Brasil?


Nesse artigo, explicaremos melhor o que é inflação, e sua respectiva importância. Mas poxa, você caiu de paraquedas aqui, e não sabe quem é a Orbe ou os serviços que oferecemos?


Nós somos uma empresa júnior de Relações Internacionais da Universidade Estadual Paulista, a UNESP, localizada em Franca, e desde 2003 realizamos serviços de consultoria internacional. Se você ficou curioso, clique aqui para conhecer mais dos nossos serviços.


O que é inflação?


Segundo o Banco Central do Brasil, a inflação é caracterizada pelo aumento dos preços de bens e serviços em uma determinada moeda, e ela é medida pelos índices de preços. Desse modo, ela implica a diminuição do poder de compra da moeda, sendo uma consequência de diferentes fatores, mas que se resumem no aumento contínuo no preço de bens e serviços, em um determinado local e em determinado período de tempo. A inflação é uma medida que tenta sintetizar aumentos em preços e serviços em geral, não sendo explicados somente por uma ou outra mudança.


O que causa a inflação?


A inflação pode ser causada pela variação da demanda, como por exemplo, quando ocorre um aumento ou diminuição no salário mínimo, aumenta o poder aquisitivo; logo, a população compra mais, e a inflação sobe mais pois a demanda está menor. Outro motivo pode ser uma alta súbita no preço de commodities, fazendo com que parte da população se dedique ao consumo dessa commodity, diminuindo o consumo interno. O custo de produção dos serviços aumenta, e isso faz seu custo de venda aumentar, caracterizando o fator de custos.


Podem ocorrer também fenômenos estruturais para explicar a inflação, sendo resultado da falta de eficiência da infraestrutura produtiva da economia do país, ou inerciais, que não têm fundamentos em nenhum dos outros fenômenos, pois ocorre porque algum agente econômico iniciou um processo de reajuste de preços e os demais agentes, em uma atitude reativa para não perder o poder de compra, fazem o mesmo.


Consequências da inflação


A inflação gera incertezas importantes na economia, desestimulando o investimento e, assim, prejudicando o crescimento econômico. Os preços relativos ficam distorcidos, gerando várias ineficiências na economia. As pessoas e as firmas perdem noção dos preços relativos e, assim, fica difícil avaliar se algo está barato ou caro. A inflação afeta particularmente as camadas menos favorecidas da população, pois essas têm menos acesso a instrumentos financeiros para se defender da inflação.


Por que a inflação está crescendo tanto?


O mês de setembro se mostrou como o pior diante do cenário econômico brasileiro. A inflação chegou em seu maior nível, visto que, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a taxa alcançou 1,14% em setembro. Na mesma época de 2020, em agosto, era possível observar uma taxa de inflação em 0,89% e em setembro, 0,45%. Essa alteração brusca de valores nos faz pensar: o que deve estar causando tudo isso? Seriam problemas internos ou externos ao Brasil? Bom, continue por aqui que a Orbe vai te explicar tudo isso!


O presidente do Banco Central do Brasil argumenta que as causas da inflação estão ligadas a acontecimentos de 2020 e 2021, que refletiram na realidade econômica vivida nesse momento. Ano passado, por exemplo, a alta dos preços de alimentos estava relacionada a perda de valor do real em relação ao dólar. Por outro lado, em 2021, é possível observar que a alta na inflação está associada ao aumento dos preços da energia - como o etanol e a gasolina - e dos valores dos fretes.


Essa questão da energia está diretamente ligada ao cenário internacional. A inflação se mostra diferente em cada país, no entanto, a elevação generalizada de valores afetou e ainda afeta diversos locais do mundo. Nacionalmente, vemos que o ajuste de preços na área de serviços também é uma consequência da alta da inflação, e os consumidores também vivenciam a incerteza na hora das compras, pois o valores aumentam a cada dia.


Alguns economistas discutem que a inflação brasileira poderia ser menos brusca se o governo tivesse incentivado menos a valorização do dólar. Além disso, a implementação de medidas que visassem a redução do impacto da alta de preços no mundo teria se mostrado extremamente eficaz nesse momento de crise que estamos vivendo. Algumas medidas sugeridas para conter a inflação seria utilizar estoques reguladores de alimentos, investir em um fundo de petróleo para a área de combustíveis, ademais atuar mais fortemente no mercado de câmbio. No entanto, essas são apenas especulações, sabemos que os especialistas em economia não concordam em vários pontos, mas estão de acordo que as políticas do atual governo se demonstram incertas.




A inflação atual está atingindo as maiores variações dos últimos anos. O índice IPCA, na data de publicação deste artigo, atingiu 10,73% em 12 meses, sendo a maior taxa em um ano desde fevereiro de 2016, quando o valor foi de 10,84%. O consumidor final pôde notar essas variações no bolso, pois, de acordo com a BBC, os preços de 20 produtos como passagens aéreas e transporte por aplicativos registraram altas de mais de 30% quando comparado a um ano atrás.


Um dos aumentos mais notáveis foi o do preço do combustível, que valorizou 48% nos últimos 12 meses, trazendo impactos a vários setores da economia. Vários motivos, como o aumento do preço do petróleo, alteração da política tarifária da Petrobras, e a desvalorização do real perante o dólar contribuem para essa situação. Você poderá encontrar mais detalhes sobre o que está por trás da valorização dos combustíveis e como ela impacta as exportações brasileiras no nosso artigo sobre o assunto (clique aqui para ser redirecionado).


Para 2022, o clima não é de otimismo, as projeções da inflação aumentaram para 4,96%, pouco abaixo da meta central de 3,50%, que deve variar entre 2% e 5% para ser cumprida e ainda há a previsão, por alguns economistas, do aumento da Selic aos 11% para o fim de 2022. Além disso, a piora das estimativas para os indicadores econômicos ainda podem ser agravadas pelas incertezas em relação aos gastos públicos frente às propostas do governo para driblar o teto de gastos para custear o Auxílio Brasil de R$ 400 no ano eleitoral de 2022.



Impacto internacional


Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) demonstrou preocupação com a inflação em todo o globo, que aumentou com a existência do vírus da Covid-19, e os impactos que ela tem causado considerando esse cenário pandêmico. Ao projetar o crescimento global no seu relatório "World Economic Outlook", o Fundo, de modo geral, previu uma redução baixa quanto ao que se esperava até então, com exceção principalmente para países emergentes e para os países mais pobres, mas observou que a inflação gera grandes riscos para esses países.


Como dito anteriormente, a inflação gera grandes incertezas, tanto para o próprio cidadão consumidor, que perde seu poder de compra e tem seu dia-a-dia afetado diariamente, quanto para o cenário nacional e para o internacional numa escala maior. Além disso, no cenário atual de pandemia do coronavírus, diversos fatores colaboram para o aumento da inflação global e assim para o aumento da disparidade econômica entre nações, dificultando a recuperação econômica dos países, principalmente alguns de renda mais baixa e em desenvolvimento se em comparação com a modesta diminuição de recuperação dos países ricos.


Essas incertezas e instabilidades nos preços devido à inflação geram preocupação de investidores e colaboram para uma piora no cenário econômico dos países subdesenvolvidos e de baixa renda, que além sofrer e terem sofrido com a dificuldade de acesso às vacinas, têm agora de enfrentar o desafio da recuperação econômica pós pandemia.


Considerações finais


Por fim, a inflação é um fenômeno que afeta diretamente os preços de produtos e serviços, aumentado-os devido a diversos fatores, e que tem se intensificado com a pandemia, principalmente nos países subdesenvolvidos e de baixa renda. Isso porque, por exemplo, ela abalou as relações de oferta e demanda e afetou diretamente a produção industrial, fatores estes relacionados diretamente com o aumento da inflação. Dessa forma, a situação atual demonstra que a alta da inflação afeta diretamente o cenário internacional, e em especial, os países subdesenvolvidos.





Fontes

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