Siscomex: Quais os melhores Incoterms para exportar para a União Européia?

Atualizado: Ago 2


Você sabe o que é Siscomex ? E a funcionalidade dos Incoterms? Se a sua resposta for não, corre lá nos nossos posts linkados acima e fique inteirado sobre esses processos e recursos tão necessários na hora de exportar.


Mais do que conhecer a função dos Incoterms, é necessário saber como aplicá-los à sua realidade de exportação. Por isso, mais do que saber para onde exportar, é necessário analisar a burocracia do futuro destino de seus produtos. Tendo em vista que a União Europeia é um bloco econômico atraente para as exportações brasileiras, pode ser uma opção a ser considerada, e se faz importante entender como os Incoterms são aplicados nesse processo.


A União Europeia como opção de destaque para a exportação

A União Européia tem 4 dos 10 países que mais importam produtos do Brasil, sendo eles Holanda, Alemanha, Espanha e Itália. Em 2019 dos 130 bilhões de dólares em exportação que o Brasil vendeu, mais de 12 bilhões de dólares são advindos desses países, mais de 9% de todo o capital. A Holanda se destaca no número de importações em virtude do porto de Roterdã, que serve de entrada para o continente. Por sua vez, a Alemanha importa uma grande quantidade de café , cerca de 16%.


Já a Espanha compra muito a soja e o petróleo brasileiro, sendo responsável por cerca de, respectivamente, 27% e 21% de todas as compras advindas do Brasil desses produtos. Por fim, a Itália se destaca na importação de celulose, 21,1% de todo o produto brasileiro exportado.


Por isso, a importância da União Europeia nas exportações brasileiras deve ser destacada, e com isso saber quais a melhores formas de aplicar os famosos Incoterms quando o destino da sua mercadoria é o continente europeu.


A elaboração dos Incoterms é realizada pelo Comitê de Redação do ICC (International Chamber of Commerce), contando com a participação de diversos países, em sua maioria europeus, por isso, em diferentes abordagens e tipos de exportação, todos os Incoterms podem ser utilizados quando se tem a Europa como destino. Porém, é importante estar atento a quais são mais recomendados para realizar a exportação com mais segurança.


Incoterms mais utilizados

Dentro de todas as categorias, cada Incoterm possui suas próprias especificidades, por isso é importante se atentar aos mais utilizados. O FOB (Categoria F) e o CIF (Categoria C) são os mais utilizados por proporcionarem um equilíbrio de obrigações entre importador e exportador.


O primeiro determina que as obrigações do exportador terminam quando o exportador encaminha a mercadoria no porto. Já o segundo confere ao vendedor maior responsabilidade no percurso do produto, que arca com o frete e seus possíveis riscos por toda a viagem marítima, porém, normalmente esses custos são incluídos no valor da mercadoria e por isso não são discriminados na nota fiscal.


Além disso, com as alterações realizadas em 2020 o FOB e o CIF agora são mais amplos do que antes, englobando as funções do FCA e do ICP, agora podendo ser aplicados até mesmo para o transporte em containers. Muitas outras alterações foram realizadas com a atualização realizada esse ano, como a eliminação, desdobramento e ampliação de outros Incoterms.


Ficou interessado? Quer saber mais sobre essas alterações? Acesse nosso Ebook sobre Incoterms e descubra essas e muitas outras informações, como:

  • O que são os Incoterms?

  • Qual sua importância dentro do processo de exportação?

  • Quais são os Incoterms?

  • Quais são mais utilizados?

  • Até onde vão as responsabilidades do exportador em cada Incoterm?

  • Atualização dos Incoterms (2010-2020)


Fontes: Valor Econômico | TradeWorks


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