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Visita de Nancy Pelosi à China: O que ocorreu e como isso afeta as relações comerciais brasileiras


No início do mês de Agosto de 2022, a presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, visitou Taiwan, sendo a primeira representante americana do Congresso a realizar uma viagem diplomática à ilha asiática desde 1997. Após o ocorrido, houveram grandes ameaças de retaliação do governo Chinês. Essa parada ocorreu em meio a uma visita que Pelosi prestava a países da Ásia e que foi vista como um apoio declarado à independência de Taiwan.


A então presidente da Câmara se situa politicamente atrás apenas do presidente dos Estados Unidos Joe Biden e da vice-presidente Kamala Harris, e por isso, representa para a China uma grande afronta à sua declarada soberania do estreito. Além disso, como ponto agravante da atual ruim relação entre os EUA e a China, Pelosi é conhecida por denunciar violações de direitos humanos em Pequim e por ser uma grande crítica ao Partido Comunista Chinês.


De onde vem essa relação conturbada entre China e Taiwan?


As tensões entre China e Taiwan não são recentes. Ao contrário, elas remetem ao período anterior à Segunda Guerra Mundial: desde 1927, a nação vivenciava uma guerra civil entre os comunistas, liderados por Mao Tsé-Tung, e os republicanos nacionalistas do Kuomintang, liderados por Chiang Kai-Shek. Quando o conflito acabou, em 1949,os republicanos derrotados moveram-se para a ilha de Taiwan, onde Kai-Shek continuou a se declarar como a única autoridade legítima da China.


Dessa forma, ambos os territórios asiáticos estenderam o conflito – enquanto a China desejava a unificação, Taiwan se negava a desistir de sua autonomia e soberania. Na época da Guerra Fria, os Estados Unidos apoiavam abertamente a ilha, temendo que o comunismo chinês se difundisse – ou seja, temia-se que acontecesse com Taiwan o mesmo que havia acontecido com o Vietnã.


Sendo assim, embora a China nunca tenha deixado de considerá-la parte de seu território, alguns países ainda apoiavam a ilha dando-lhe alguma credibilidade internacional. Isto, porém, mudou após a década de 1970. Em 1971, a Organização das Nações Unidas reconheceu Mao Tsé-Tung como único representante legal do território chinês, o que levou inúmeros dos países apoiadores a deixarem de reconhecer a soberania de Taiwan – incluindo os Estados Unidos, que, como dito anteriormente, buscavam evitar o avanço do comunismo. Atualmente, Pequim não mantém relações com países que alimentam relações diplomáticas com a ilha, como uma forma de minar as forças da “província rebelde” e forçar a tão cobiçada unificação.


Em 1980, a China tentou, então, implementar o modelo de “um país, dois sistemas”, oferecendo à Taiwan uma autonomia significativa desde que ela aceitasse unificar-se – o que não aconteceu. Desse modo, o clima de ameaça constante e a pressão de Pequim sobre a pequena ilha mantiveram-se sempre presentes, a cada visita, negociação ou tentativa de estabelecer uma relação feita por Taiwan com outros territórios. Finalmente, em 2005, foi implementada uma lei chinesa Anticesessão, que autoriza o país a utilizar de meios não pacíficos para interferir em Taiwan caso haja uma tentativa efetiva de separação – fato que explica o porquê de a visita de Nancy Pelosi ser tão significativa para China, Taiwan e Estados Unidos acirrando a tensão entre ambos.


E como isso afeta o comércio exterior brasileiro?


Sobre as relações econômicas exteriores do Brasil, é notável o destaque da China entre as principais nações que exportam e importam do nosso país. A relação que teve início em 2009 vem se tornando cada vez mais valiosa, e com o crescimento do mercado chines no sistema internacional, o Brasil tende a estreitar ainda mais as relações e se firmar no mercado mundial como principal parceiro da futura potência político-econômica. Em números, no ano de 2021, o valor estimado comercializado entre as 2 nações foi de 135 bilhões de dólares. Em exportação foram US $87,9 bilhões em produtos para a China, um aumento de 29% na comparação com 2020. E em importação foram US $47,6 bilhões, 37% a mais que no ano anterior.


Analisando mais a fundo, em se tratando dos produtos mais importados e exportados temos uma taxa muito grande de produtos primários, ou seja, commodities de baixo valor agregado, advindos da agropecuária e da indústria extrativista. Por isso, muitos analistas dizem que essa relação é muito desigual, já que o Brasil exporta mercadorias baratas e não manufaturadas enquanto a nação asiática vende manufaturas e mercadorias industrializadas e refinadas. Partindo dessa informação, a lista de produtos exportados do brasil para a China é liderada pelo minério de ferro (com 28,8 bilhões de dólares) seguido por soja (com 27,2 bilhões de dólares), com destaques para óleos brutos de petróleo, carne bovina, suina e aviaria e açúcares. Já a lista de importações brasileiras estão como mais relevantes os produtos de telecomunicações (como por exemplo telefones celulares e dispositivos tecnológicos), depois são as válvulas e tubos eletrônicos, compostos organo-inorgânicos e produtos da indústria de transformação.


Essa ligação sino-brasileira tem grande influência do Grupo político-econômico ao qual os dois pertencem, o BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – South Africa, em Inglês). Tal grupo tinha objetivo em crescer estes países emergentes com cooperação mútua, como redução de taxas alfandegárias, facilitação da burocracia alfandegária, entre outras regalias. Atualmente, até há um Banco dos BRICS, com o objetivo de oferecer crédito e fundo monetário aos membros. Tal banco está ativo desde 2014, e já ajudou na construção de rodovias e na situação endêmica de Covid-19.


A China é a principal economia de tal organização e isso é um grande ponto positivo para nossa relação com os chineses. Além de toda essa colaboração em relação a vendas e compras entre as duas nações, o país investe muito da sua tecnologia no Brasil, principalmente nos modais de transporte(principalmente portuária) e na educação técnica. O que isto significa? Que somos mais que apenas parceiros económicos, temos um grande potencial de crescimento e que uma das potências mundiais deposita confiança na nossa evolução. Concluindo, uma parceria forte com a China, apesar de ter certas questões a serem tratadas, é muito vantajoso para nossa inserção e manutenção no mercado externo.


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