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O impacto das barreiras comerciais sobre a exportação do agronegócio brasileiro

Atualizado: 17 de fev. de 2021

Devido à crise resultante da pandemia da COVID-19, uma das medidas adotas por muitos países para estimular a economia interna é a adoção de novas barreiras comerciais, que têm afetado diretamente os produtores brasileiros. Um dos setores afetados é o do agronegócio, já que dentre essas novas barreiras identificadas, algumas são impostos de importação e licenciamento de importação sobre a carne de frango, adotada por países como o México, a Índia e a Arábia Saudita.



O agronegócio brasileiro


Um dos principais segmentos do comércio internacional brasileiro é o agronegócio. O segmento é responsável por US$ 96,8 bilhões em valor de exportação, 43,2% do total exportado pelo Brasil em 2019, de acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No entanto, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a perda resultante das barreiras impostas por outros países aos produtos do agronegócio brasileiro é de US$ 14 bilhões.


O Brasil é o produtor mundial número um de cana-de-açúcar, café, e laranja. Lidera as exportações de carne bovina e de aves, e também destaca-se com uma das principais produções de soja e milho. Além disso, projeções da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento da Europa (OCDE) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) alegam que o Brasil será o maior exportador agrícola mundial em 2024. Um

mercado bastante promissor para quem está pensando em exportar, né?


Barreiras comerciais aplicadas ao agronegócio brasileiro: de onde vêm, e por quê?


O protecionismo e os interesses econômicos de outros países são os principais motivos do número de crescente de barreiras comerciais, aplicadas em forma de cotas de produtos, controle de preços e subsídios. Porém, o principal argumento utilizado pelos países que aplicam tais barreiras ao agronegócio brasileiro é aquele relacionado com questões fitossanitárias.


No caso da União Europeia, o bloco econômico impede a importação da carne suína brasileira sob a justificativa de que o sistema brasileiro de segregação de suínos impossibilita a detecção de ractopamina, um aditivo alimentar proibido em diversos países. Apesar de os produtos brasileiros serem certificados pela Org